UNEMET EM FOCO

Ed. 93 - 25/12/2009

METEOROLOGIA

Emissões de Poluentes da Agricultura Contrabalançam captura de CO2

As emissões de metano e óxido nitroso procedentes das matérias-primas orgânicas e da agricultura contrabalançam a captura natural de dióxido de carbono (CO2) na Europa, segundo um estudo publicado na internet pela revista "Nature Geoscience". O pesquisador Detlef Schulze, do Instituto de Bioquímica Max-Planck em Jena (Alemanha), e outros 16 cientistas realizaram um trabalho em nível europeu no qual analisaram as emissões de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso registradas entre 2000 e 2005 no continente, para apurar os gases estufa emitidos à atmosfera.

O estudo conclui que a função de captura de CO2 realizada por árvores e plantas serve para compensar os efeitos da agricultura no meio ambiente e, com isso, o final o balanço é quase zero. De toda a emissão global de CO2, menos da metade se acumula na atmosfera, onde contribui para a mudança climática, graças justamente à captura natural de dióxido de carbono feita pelos oceanos e alguns ecossistemas terrestres.

Os especialistas destacam que estimular e aumentar a capacidade de captura destes ecossistemas é uma das vias mais acessíveis e realistas para minimizar a mudança climática, mas estes resultados mostram que, na Europa, não seria fácil conseguir isso.

(Obtida do Portal Ambiente Brasil, 23/11/2009).

CPTEC/INPE faz 15 anos

O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) completou 15 anos. Para comemorar a data autoridades e cientistas se reunirão, nesta terça-feira (24/11), na unidade regional de Cachoeira Paulista (SP), onde está instalado o centro.

O CPTEC introduziu em 1994 a modelagem numérica do tempo e o país passou a integrar um seleto grupo capaz de gerar previsões de tempo a partir de modelos processados em máquinas de alto desempenho computacional. Durante esse período, a confiabilidade das previsões de tempo aumentou, ultrapassando os 90% de acerto para três dias. A qualidade das previsões também melhorou. Atualmente,é possível fazer previsões para a América do Sul com modelos regionais de alta resolução espacial, de 15 quilômetros quadrados, que detalham as condições meteorológicas para localidades próximas.

Segundo o coordenador do CPTEC, Luiz Augusto Machado, apesar do grande avanço o sistema nacional de meteorologia enfrenta novos desafios. “Os desastres naturais, relacionados ao excesso ou à escassez de chuvas, vendavais, tornados, tempestades, entre outros eventos, estão impondo uma nova demanda de recursos e produtos meteorológicos que deverão atender a uma série de necessidades,uma delas o planejamento de ações de mitigação a possíveis impactos desses eventos às populações em áreas de risco”, disse.

Aperfeiçoar a assimilação de dados, melhorar a confiabilidade das previsões climáticas sazonais para até três meses, desenvolver previsão em alta resolução incluindo a descrição da microfísica das nuvens e acoplar os modelos oceânicos, hidrológicos e químicos ao modelo de previsão de tempo são alguns dos desafios do CPTEC para os próximos anos.

Mais informações: www.cptec.inpe.br.

(Publicada pela Agência FAPESP, 24/11/2009)

Brasil pode perder R$ 3,6 Trilhões por Causa do Aquecimento Global

Brasil pode perder R$ 3,6 trilhões até 2050 em razão dos impactos provocados pelas mudanças climáticas, o que equivaleria a jogar fora um ano de crescimento econômico nos próximos 40 anos. O dado faz parte do estudo Economia das Mudanças do Clima no Brasil, que reuniu equipes de instituições reconhecidas como USP, UFRJ, Unicamp e Embrapa. O levantamento foi inspirado no Relatório Stern, que analisou economicamente os problemas causados pelo aquecimento global no mundo. De acordo com o estudo, a perda para o país significa uma redução do PIB em 2,3% em 2050. "As pessoas podem achar que não é muito, mas a crise financeira mundial foi estimada em 2% do PIB global", afirmou Sergio Margulis, pesquisador cedido pelo Banco Mundial e um dos coordenadores técnicos do estudo. A perda para o cidadão também foi estimada e pode chegar a até R$ 1.603 ao ano.

As regiões mais afetadas no país serão a Amazônia e o Nordeste. Para Carolina Dubeux, ligada à Coppe/UFRJ e também coordenadora técnica do trabalho, é importante ressaltar que haverá um aumento das "disparidades regionais" com a subida da temperatura global. "O Brasil, como é um país continental, tem várias regiões que sofrem diferentes impactos do clima. Se fosse um país pequeno, o problema incidiria de forma mais ou menos uniforme."

O Rio Grande do Sul, por exemplo, deve ter menos geada. "Isso significa que a agricultura vai ter menos perdas no Sul. Mas, enquanto o Sul não sofre ou até ganha um pouco, o Nordeste fica numa situação bastante pior. Esse aumento da disparidade regional vai na contramão do esforço que o país tem feito para ficar menos desigual", diz ela. No Nordeste é prevista uma diminuição das chuvas entre 2 e 2,5 milímetros por dia até 2100. Isso afetaria a pecuária, com redução de 25% na capacidade de pastoreio de bovinos de corte.

O setor de energia também será prejudicado. Com a variação da disponibilidade de água, haverá perda da energia firme em até 31,5%. A energia firme é a energia média gerada no período crítico do sistema. "Vamos ter que fazer investimentos que vão ficar a maior parte do tempo parados para serem usados como backup quando secar bastante", diz Carolina. Na agricultura, as projeções também não são animadoras - só a cana teria aumento de área cultivável. Os maiores danos são para soja, milho e café.

A região amazônica é onde deve ocorrer o maior aumento da temperatura - a elevação pode chegar a 8°C em 2100. O efeito será uma transformação drástica na paisagem: 40% da cobertura florestal na área sul-sudeste-leste da Amazônia seria substituída por savana.

A perda de serviços ambientais da Amazônia, como fornecimento de água, regulação do clima, proteção do solo e geração de matéria prima, é estimada em US$ 26 bilhões ao ano. Já a perda de espécies na Amazônia pode ser entre 12% (se considerada só a savanização da floresta) e 38% (quando se leva em conta também o desmatamento projetado). O estudo é favorável à implementação do Redd (mecanismo de compensação financeira para projetos de redução de desmatamento). Estima que o pagamento médio de US$ 3 por tonelada de carbono já desestimularia entre 70% e 80% da pecuária da região amazônica. Na opinião de Carolina Dubeux, ao ter a dimensão do impacto econômico do aquecimento, o governo tem como avaliar melhor até onde deve se comprometer na negociação do clima, em Copenhague.

(Informação obtida do O Estado de SP, 25/11/2009).

Aquecimento custará Um Ano de Crescimento ao Brasil

Em 2050, cada cidadão brasileiro perderá de R$ 534 e R$ 1.600 de sua renda anual por causa da mudança climática, indica um estudo feito por 11 instituições de pesquisa. A redução no PIB nacional será de 0,5% a 2,3%, o equivalente a perder um ano de crescimento. O trabalho, divulgado nesta terça-feira (24), mostra que Norte e Nordeste tendem a ser mais afetados pelo aquecimento global daqui a quatro décadas, e que o aumento das desigualdades sociais e regionais será o legado mais cruel da crise do clima no país.

Coordenado pelos economistas Jacques Marcovitch, da USP, Sérgio Margulis, do Banco Mundial, e Carolina Dubeux, da Coppe/UFRJ, com financiamento do governo britânico, o estudo "Economia do Clima" pôs o problema em perspectiva nacional pela primeira vez. Ele é inspirado no Relatório Stern, o primeiro grande cálculo do impacto da mudança climática na economia global, feito em 2006.

Para chegar aos valores finais, os pesquisadores aglutinaram estimativas de perdas econômicas como a da agropecuária, que sofrerá mais com secas, e das áreas costeiras, que sofrerão mais com ressacas e o aumento do nível do mar. O trabalho simula dois cenários de crescimento econômico para Brasil: um baseado em uma economia "limpa", que respeita o ambiente e emite menos CO2, e outro em uma economia suja. O resultado mostra uma solução para o problema expresso há pouco pelo presidente Lula, de que a crise do clima se deve ao fato de que "o mundo é redondo".

Contudo, se o Brasil adotar uma economia mais limpa, sairá ganhando de um jeito ou de outro, pois o modelo ecologicamente correto também é economicamente mais robusto. "O recado é que existe espaço para crescer limpo e crescer firmemente", diz Margulis. A diferença entre os dois modelos é que o limpo prevê uma ação mais eficiente para conter o desmate, mais investimento em transporte público em detrimento do individual, adoção de uma matriz energética com menos termelétricas, adoção de processos industriais ambientalmente corretos, mais transporte ferroviário de carga contra caminhões e outras medidas.

Foi estipulado também um investimento maior em educação. "É um jeito de simular que a população passa a ter uma maior consciência ambiental", explica o economista. Na projeção feita pelos pesquisadores, o PIB do país em 2050 seria de R$ 15,2 trilhões, no cenário sujo, contra R$ 15,6 trilhões no cenário limpo. Essa diferença tende a se ampliar muito na segunda metade do século, mas fazer previsões para depois disso envolve muita incerteza, e os cientistas trataram de apenas alguns aspectos nesse segundo período.

Um dos problemas mais claros é o estresse hídrico, que afeta tanto a agropecuária quanto a geração de eletricidade, principalmente no Nordeste. Nessa região, a bacia do rio Parnaíba, com importantes hidrelétricas, pode perder 90% da vazão até 2100. A capacidade de pastoreio do gado de corte na região pode cair em 25%. Segundo Margulis, a desigualdade entre regiões no impacto da mudança climática tende a ser agravada por uma desigualdade entre setores. Enquanto a agricultura deve sofrer muito, sobretudo no Centro-Oeste, o setor de serviços -bancos, principalmente- não perderia quase nada. O novo estudo traça também um panorama das oportunidades em investimentos que ajudem o país a se adaptar à mudança do clima e a minimizar suas emissões de gases-estufa.

Neste segundo item, como esperado, o combate ao desmatamento ganha papel crucial. Segundo Margulis, se pecuaristas na Amazônia recebessem apenas US$ 3 por tonelada de carbono que o desmatamento emite ao abrir pastos, derrubar árvores já não traria compensações para o agronegócio.

(Obtida pela Folha Online, 26/11/2009).

Principal Satélite que Monitora o Brasil será Desativado

Os institutos de previsão do tempo do Brasil e da América do Sul não vão poder mais contar com as informações geradas diariamente pelo satélite ambiental Goes 10. De acordo com a Agência Atmosférica e Oceânica dos EUA, NOAA, o satélite será desativado até o fim de dezembro, uma vez que seu combustível chegou ao fim. Lançado em 1997 com o objetivo de substituir o satélite GOES-9 no monitoramento do clima sobre a costa oeste dos EUA, o Goes 10 foi substituído em 2006 pelo seu gêmeo GOES 11 e até agora tem sido mantido como equipamento de backup no caso de falha dos satélites GOES 11 e GOES 12, os mais importantes satélites de monitoramento sobre os EUA. Na função de reserva, o satélite foi movido pelo governo americano para a longitude de 60 graus oeste, acima da divisa entre Roraima e o Amazonas e se tornou o principal equipamento de monitoramento das condições do clima na América do Sul e Brasil.

Ao contrário do que foi publicado em sites não especializados, os EUA não vão derrubar o satélite. O artefato está posicionado a 36 mil km de altitude acima da linha do equador e antes que esgote sua fonte de combustível será elevado algumas centenas de quilômetros, em uma região conhecida como cemitério de lixo espacial. Ali, devido ao arrasto na atmosfera ser muito menor que nas baixas altitudes, o GOES-10 levará milhares de anos para retornar à Terra, além de não representar riscos de colisão com outros equipamentos em órbita.

Depois que for desativado, o Brasil voltará a utilizar as imagens geradas pelo satélite GOES 12, localizado acima do meridiano 75 W (sobre a tríplice fronteira entre Peru, Equador e Colômbia) e otimizado para registrar as condições climáticas da costa leste dos EUA e Caribe. Com a troca, o Brasil perderá a agilidade necessária na observação do tempo. Enquanto o satélite Goes 10 envia imagens ao país com intervalo de 15 minutos, o Goes 12 transmite imagens de três em três horas dessa parte do hemisfério, tornando as decisões sobre as mudanças do tempo mais complexas e sujeitas a mais erros.

Segundo o coordenador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Inpe, Luis Augusto Machado, o monitoramento do tempo em algumas áreas será severamente prejudicado. Os satélites geram informações digitais que são transformadas em dados, como campos de vento, estimativa de preciptação, detecção de queimadas e outros. Atualmente, o índice de acerto da previsão do tempo no Brasil não supera 85%, mas sem ajuda do Goes 10 esse número poderá cair até para 45%.

Apesar dos EUA não cobrarem pelo uso das imagens geradas por sua constelação de satélites GOES, a falta de tecnologia e investimento do Brasil no setor nos deixa totalmente dependente dos norte-americanos. A construção de um satélite nacional demoraria entre cinco e seis anos a um custo estimado de R$ 600 milhões, mas o orçamento médio anual da Agência Espacial Brasileira, AEB, nunca ultrapassou os R$ 300 milhões desde 2005.

Resta saber se até a Copa de 2014 ou às Olimpíadas em 2016, o Brasil já terá preenchido essa lacuna espacial, livrando o país de uma dependência tecnológica burra que nem países mais pobres como Índia ou Paquistão possuem.

(Extraída do Editoria: Espaço - Brasil no Espaço, 26/11/2009).

Impacto dos Raios sobre a Poluição e o Efeito Estufa está Subestimado

A mais recente campanha de pesquisas feita por cientistas da NASA revela alguns detalhes interessantes sobre os raios. Mas também revela alguns dados de fato surpreendentes, mesmo para os cientistas. A cada ano, mais de 1,2 bilhão de raios atingem a superfície da Terra. Ruanda tem a maior ocorrência de raios por quilômetro quadrado, enquanto os pólos têm a menor ocorrência. Experimentos de campo e de laboratório revelaram que o núcleo de alguns raios atingem 30.000 Kelvin, uma temperatura quente o suficiente para fundir instantaneamente a areia e quebrar as moléculas de oxigênio e nitrogênio em átomos individuais.

Embora interessantes, estas são apenas algumas - mas não as mais importantes - dentre as mais recentes descobertas dos cientistas sobre os raios. O mais impressionante vem agora: cada um dos bilhões de raios produz compostos poluidores tão danosos ao homem e às plantas quanto as mais poluentes das atividades humanas. As descargas elétricas dos raios - atinjam elas o solo ou não - produzem óxidos de nitrogênio - os conhecidos NOx - que reagem com a luz do Sol e com outros gases na atmosfera para produzir ozônio.

Próximo à superfície terrestre, o ozônio pode ameaçar a saúde de plantas e dos animais - aí incluído o homem. Nas altitudes mais elevadas da atmosfera, ele é um potente gás causador do efeito estufa. Por outro lado, quando ainda mais alto, na estratosfera, ele bloqueia a radiação ultravioleta, que causa câncer no ser humano. E, longe de apregoarem qualquer coisa do tipo "conclusão definitiva sobre os raios," os cientistas da NASA afirmam que sua pesquisa é apenas parcial, e que os impactos dos resultados sobre os modelos climáticos deverão ser muito maiores do que os agora anunciados.

Os cientistas já sabiam há quase 200 anos que as descargas elétricas dos raios produzem misturas gasosas de nitrogênio e oxigênio que incluem o óxido nítrico (NO) e o dióxido de nitrogênio (NO2). Mas, como acontece com tudo o que se relaciona ao clima e às complexas inter-relações entre seus diversos fatores, ainda há muito por compreender.

Segundo os melhores cálculos disponíveis até o início do presente estudo, os relâmpagos responderiam por algo em torno de 10% da produção de todos os óxidos nitrosos lançados anualmente na atmosfera. Mas esta era apenas uma estimativa, e as diversas pesquisas sobre o tema nunca se aproximaram de fornecer uma conclusão definitiva. "Ainda há muita incerteza sobre a quantidade de NOx que os raios produzem," explica o Dr. Kenneth Pickering, da NASA. "De fato, mesmo as mais recentes estimativas publicadas sobre a produção de NOx pelos raios variam por um fator de 4. Nós estamos tentando reduzir essa incerteza a fim de melhorar a precisão dos modelos climáticos globais e os modelos regionais da qualidade do ar.

Usando dados coletados por aviões de pesquisa da NASA e satélites artificiais, o Dr. Pickering e seu colega Lesley Ott descobriram que os raios têm um impacto sobre a poluição e sobre o clima muito mais forte do que se supunha.

Esse impacto é mais forte sobre o clima das latitudes médias e das regiões subtropicais e menos significativo sobre a qualidade do ar superficial. Segundo os pesquisadores, cada raio transforma 7 quilogramas de nitrogênio nos reativos gases NOx. "Em outras palavras, você pode dirigir um carro de um lado a outro dos Estados Unidos mais de 50 vezes (cerca de 150.000 km) e ainda assim produzirá menos da metade de NOx gerado por um único raio," afirma Ott.

Quando os pesquisadores multiplicaram o número de raios que atingem o solo no mundo todo por 7 quilogramas, eles descobriram que o total de NOx produzido anualmente por raios atinge 8,6 milhões de toneladas, o que é imensamente superior às estimativas anteriores.

Ainda mais importante do que a quantidade, contudo, é onde esse NOx é produzido. Uma década atrás, os pesquisadores acreditavam que os raios que atingem o solo produziam mais NOx do que os raios intranuvens, que ocorrem muito mais alto na atmosfera e cujas descargas elétricas nunca atingem o solo. Os novos dados estimam que os dois tipos de raios produzem aproximadamente a mesma quantidade de NOx em média. Mas como a maioria dos raios é intranuvem, uma quantidade de NOx muito maior é produzido e permanece na alta atmosfera.

Segundo os pesquisadores, é grande a possibilidade de que os raios produzam um ciclo de retroalimentação que acelere o aquecimento global. "Se o aquecimento global cria mais tempestades," afirmam eles, "isso pode levar a uma maior produção de NOx, que leva a uma produção de mais ozônio e mais aquecimento."

Os pesquisadores ressaltam que essa retroalimentação ainda é uma teoria e que, embora alguns modelos do aquecimento global deem sustentação à ideia, o fenômeno ainda deverá ser comprovado por observações de campo. Mesmo nas conclusões principais do estudo, baseadas em dados com uma qualidade muito superior às utilizadas anteriormente, ainda há muito a ser levado em conta: o valor de 7 quilogramas de NOx por raio não leva em consideração os raios das tempestade tropicais, onde ocorre a maior parte das descargas elétricas na Terra. Somente muito recentemente esses dados começaram a ser coletados e ainda não houve tempo para inclui-los nas pesquisas.

Desta forma, embora mostre uma importância dos raios na produção de gases causadores do efeito estufa muitas vezes superior aos considerados até agora, as conclusões são sabidamente subestimadas. No caso específico dos NOx, além da emissão de origem humana, causada principalmente pela queima de combustíveis fósseis, existem várias fontes naturais de emissão, como os raios, micróbios no solo e queimadas e incêndios florestais.

(Obtida do Portal Inovação Tecnológica/Ambiente Brasil, 27/11/2009).

Queimadas causam Chuva Acida no Amazonas

Uma chuva ácida, provocada pela poluição das queimadas, foi registrada em parte da manhã e no início da tarde do dia 26 de novembro em Manaus (AM). "O maior contribuinte são as queimadas. Depois, as termelétricas, os veículos e, por último, as indústrias", diz a meteorologista Lúcia Gularte, do Instituto Nacional de Meteorologia.

Há meses a região central da Amazônia enfrenta intensificação das queimadas. Desde julho ocorre estiagem atípica. Com chuvas abaixo da média, a névoa de fumaça, com poluição, não se dissipa.

(Extraída da Folha Online, 30/11/2009).

Turfeiras da Amazônia são Drenos Desconhecidos de Carbono

A floresta amazônica é um dos pontos principais das discussões sobre as mudanças climáticas porque, caso continue sendo devastada, causará emissões significativas de gases de efeito estufa. Que a mata constitui um imenso reservatório de carbono já se sabe há muito tempo. Mas a pesquisadora Outi Lähteenoja, da Universidade de Turku, na Finlândia, junto com outros cientistas, iniciou estudos que apontam que a região pode ter um outro dreno importante de carbono: as turfeiras.

Tratam-se de ecossistemas com água parada onde folhas e troncos de árvores que caem no chão não se decompõem completamente porque falta oxigênio para que os microorganismos trabalhem. Assim, o carbono que contêm não é liberado para a atmosfera. Lähteenoja esteve em 17 pontos identificados em imagens de satélites como possíveis locais de acúmulo de turfa na selva peruana e, em 16 deles, confirmou sua presença.

“Antes se achava que não havia quantidade significativa delas na Amazônia”, disse, em entrevista ao Globo Amazônia. A cientista aponta que cálculos indicam que pode haver até 150 mil km² de turfeiras na região amazônica. Durante seu trabalho de campo, foram localizadas áreas de turfa com até seis metros de profundidade.

Grande parte das turfeiras do planeta está localizada em regiões de clima mais frio, como a florestas temperada ou a tundra. Em décadas recentes, contudo, foram descobertas grandes turfeiras em florestas tropicais do sudeste asiático. Elas são importantes reservas de carbono da atmosfera. Outi aponta que as turfeiras amazônicas ainda são muito pouco conhecidas, por isso não é possível dizer quanto carbono acumulam. “O artigo que escrevi é praticamente o único que existe sobre elas”, conta. “Elas podem ter uma quantidade significativa de carbono em comparação a outras turfeiras tropicais’. Ela gostaria de, futuramente, também pesquisar a turfa na Amazônia brasileira.O estudo da turfa é complicado porque ela se situa muitas vezes em lugares remotos da floresta. A finlandesa e sua equipe viajaram dias de barco a partir de Iquitos, principal cidade amazônica no Peru, para chegar às turfeiras.

(Informação Obtida do Ambiente Brasil, 30/11/2009).

Após Cheia Histórica, Rio Negro sofre com Seca

A seca que atinge regiões do Amazonas fez o nível do Rio Negro chegar aos 16 metros em Manaus no final de novembro. A marca é atingida pouco depois da maior cheia da história, quando o rio chegou a 29,77 metros no último mês de junho. O superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no Amazonas, Marco Antônio Oliveira, afirmou ao G1 que a situação é considerada de emergência abaixo do limite de 16 metros.

Somente nesse ano, houve uma oscilação de 13,80 metros no nível do Rio Negro. “Em 12 anos, tivemos uma repetição de extremos. A última seca recente foi em 1997, quando chegou ao nível de 14,34 metros”, afirmou Oliveira. As medições são feitas no Porto de Manaus desde 1902.

Ainda segundo Oliveira, a seca expõe o lixo que fica acumulado nas margens do rio. "Esse lixo é jogado nas ruas, acaba chegando aos igarapés e depois ao rio. Ele não provoca cheia nem seca, mas mostra que é necessário fazer uma conscientização ambiental", disse.

(Informação disponibilizada pelo Ambiente Brasil, 01/12/2009).

Ciência do Aquecimento Global já Completa 182 Anos de Alertas

Os alertas de cientistas sobre o risco de aquecimento anormal do planeta não começaram com os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC , na sigla em inglês). Depois de publicar avaliações em 1990, 1995 e 2001, o painel lançou em 2007 o documento que se tornou o consenso científico sobre aquecimento, elaborado por nada menos que 1.200 cientistas independentes e 2.500 revisores.

Mas a investigação científica sobre esses processos climáticos começou há muito tempo. Precisamente 180 anos antes do 4º relatório do IPCC ser divulgado, o matemático e físico francês Jean Baptiste Fourier já havia calculado que a Terra seria muito mais fria se não existisse a atmosfera. Trinta e dois anos depois de Fourier, o irlandês John Tyndall descobriu, em 1859, que alguns gases, como dióxido de carbono e metano, aprisionam a radiação infravermelha, criando o efeito estufa. Em 1896, o químico sueco Svante Arrhenius (prêmio Nobel de química em 1903) apontou a queima de combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão) como produtora de dióxido de carbono (CO2) e calculou que a temperatura da Terra aumentaria 5°C com o dobro de CO2 na atmosfera.

As medições empíricas começaram para valer em 1958, quando o americano Charles David Keeling pôs em operação uma estação de medições de dióxido de carbono no alto do monte Mauna Loa, no Havaí (a 3,4 km do nível do mar), e detectou a elevação anual de CO2 atmosférico com o aumento do uso dos combustíveis fósseis no pós-guerra.

Foi só nas últimas décadas que um certo ceticismo da comunidade científica foi rompido. Primeiro porque passou a ser viável obter séries longas de dados climatológicos para diferentes regiões do globo, o que permitiu observar alterações significativas em escala planetária, e não apenas numa região específica. Também passaram a ser desenvolvidos computadores com a potência necessária para processar modelos de simulação dos processos físicos, químicos e biológicos que afetam todo o sistema climático.

Em 2001, relatório do IPCC previu aumento de 1,4°C a 5,8°C na temperatura do planeta até 2100. Seis anos depois, o quarto relatório do IPCC defendeu que o aquecimento global é “inequívoco”, prevendo aumento médio de 3°C caso a concentração de gases-estufa dobre. O IPCC foi criado em 1988, um ano depois da assinatura do Protocolo de Kyoto.

Conhecimento científico acumulado, portanto, não é problema. A questão, agora, é se as nações terão capacidade de assumir compromissos reais para enfrentá-lo. Até o momento, o histórico não é dos mais animadores.

(Publicada pelo Ambiente Brasil, 02/12/2009).

Sob Efeito dos Aerossóis

Como o aumento na emissão de partículas atmosféricas (aerossóis) pode afetar o padrão anual de chuva na região Sudeste, em particular no Estado de São Paulo? Qual é a importância e a influência dos aerossóis na emissão de chuvas? Essas e outras questões motivaram um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara, a estudar a emissão de materiais particulados para a atmosfera e o impacto sobre o clima na região Sudeste.

Ao propor o Projeto Temático “Efeitos das emissões nas mudanças do padrão atual e futuro de chuvas na região Sudeste do Brasil”, inserido no Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), o grupo coordenado pelo professor Arnaldo Alves Cardoso, do Instituto de Química da Unesp de Araraquara, busca melhorar o entendimento e a influência dos aerossóis atmosféricos, relacionando dados e estudando as propriedades físicas e químicas dessas partículas. O projeto está baseado no Instituto de Química da Unesp. Também participam pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo (USP), além de parceiros internacionais.

Cardoso destaca que as mudanças de atividade econômica produtiva podem afetar a qualidade, quantidade e tipo de partículas na atmosfera. “Podem modificar o processo de formação de nuvens e, com isso, afetar o regime de chuvas de uma região. Podem também afetar a quantidade das descargas elétricas na atmosfera. O efeito na formação de raios também é objeto do nosso projeto”, disse. Aerossóis são pequenas partículas sólidas ou líquidas dispersas na atmosfera. “A fumaça é formada por partículas visíveis, mas muitas partículas são tão pequenas que não são visíveis ao olho humano”, disse.

As partículas atmosféricas podem ser classificadas em primárias (emitidas diretamente como partículas maiores) e secundárias (menores, formadas na atmosfera). Atividades antrópicas, como queima da cana-de-açúcar e construção civil, por exemplo, aumentam a emissão dessas partículas. “As partículas que servem de núcleo para a formação de uma nuvem devem ter tamanho e concentração ideais e propriedade de absorver água. Muitas partículas podem, cada uma, absorver só um pouco de água da atmosfera e não crescer o suficiente para formar gotas de chuva”, disse Cardoso.

(Obtida da Agência Fapesp, 07/12/2009).

Além da Vã Meteorologia

O Brasil levou uma delegação de aproximadamente 700 pessoas à Convenção de Mudanças Climáticas da ONU, em Copenhague. É gente demais, mesmo considerando o interesse recorde de 90% dos brasileiros pela questão do aquecimento global, o antecipado compromisso assumido pelo governo Lula de reduzir a emissão de gases estufa em quase 40%, até 2020, e o fato de ficar aqui a maior parte da Amazônia. Como esse não é o nosso primeiro (nem será o nosso último) "trem da alegria", o melhor que temos a fazer é relativizá-lo e torcer para que a viagem resulte produtiva para pelo menos 90% da nossa delegação. Temos muito o que ouvir, aprender, propor e discutir em vista dos acontecimentos realizados em Copenhague.

É preciso relativizar também a importância daquele vazamento de dados e comentários desairosos dos computadores da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, ocorrido no final do mês passado e apressadamente apelidado de "Climagate". Temia-se que ele pudesse comprometer os fundamentos da causa ambientalista, reforçar os argumentos dos cientistas céticos (assim chamados porque não acreditam no aquecimento global) e, por tabela, desacreditar a Convenção da ONU.

Apesar do malicioso empenho dos céticos e da pressão dos lobistas de indústrias poluidoras e da charanga dos republicanos americanos, nenhum desses temores se confirmou. Ninguém ainda conseguiu provar que o aquecimento global é uma balela, uma fraude, que o dióxido de carbono nada tem a ver com o efeito estufa e que os ursos polares estão fazendo chantagem sentimental com a gente. O que não quer dizer que a cúpula de Copenhague transcorrerá sem turbulências. Entre outras coisas, porque os números não batem.

Além das diferenças nos processos de monitoramento da temperatura (uns se confiam nos termômetros distribuídos por 517 estações meteorológicas ao redor do planeta, outros preferem a dendrocronologia, método de datação baseado na contagem dos anéis dos troncos das árvores), outras, fora do alcance dos leigos, dificultam ainda mais a compreensão do que de fato está acontecendo com o clima do planeta. Muitos cientistas se surpreenderam com a recente revelação de que a temperatura da terra, após subir 0,7°C entre as décadas de 70 e 90 do século passado, estabilizou-se nos últimos anos. E a marca de 0,2°C, no período 1999-2008, oficializada pela Convenção do Clima em torno da qual vão girar todas as suas discussões? Não confere, rebateu há dias o britânico Centro Hadley de Pesquisa e Previsão Climática. Pelas suas pesquisas, a terra só ficou mais quente 0,07 °C nos últimos dez anos. Acrescentando-se os fenômenos naturais El Niño e La Niña, a média cai para 0,0°C.

Mistérios como esses foram invocados a toda hora em Copenhague, não apenas pelos céticos. A questão climática é bem mais complexa do que supõe a vã Meteorologia. O clima, ninguém contesta, é um bem público, universal. Não existe uma relação direta, nem sequer proximidade geográfica, entre os países que mais causam danos ao planeta (atualmente China e Estados Unidos) e os que mais podem ser prejudicados pelo aquecimento global. Milhares de quilômetros separam os Estados Unidos das Ilhas Maldivas, ameaçadas de desaparecer caso a temperatura da terra suba 2°C e os níveis de CO2 na atmosfera ultrapassem a marca de 350 partes por milhão. Para manter o aquecimento em menos de 2°C, as emissões globais de CO2 precisariam ficar em 44 bilhões de tonelas por ano até 2020. Como já estão em 47 bilhões e podem chegar a 50 bilhões daqui a dez anos, os maldivanos dispõem de pouco tempo para juntar seus pertences.

Faz tempo que as regiões mais pobres e usualmente mais assoladas por catástrofes naturais enfrentam, sem recursos, diversos fenômenos meteorológicos diretamente atribuídos aos efeitos dos gases estufa na atmosfera. A velha injustiça das relações Norte-Sul ganhou sobrevida no desequilíbrio ambiental. No melhor dos mundos, os países ricos de algum jeito compensariam os pobres pelas consequências das suas emissões de CO2 e metano. Mas quanto pagar aos países em desenvolvimento para que limitem suas emissões de gases estufa e reduzam sua produtividade econômica? Como e quanto custaria devolver as Ilhas Maldivas à superfície do Oceano Índico?

Até os mais otimistas duvidavam que a Convenção da ONU produzisse um protocolo consensual em torno de questões básicas. Promessas todos os participantes fizeram. Se vão implementá-las, são outros quinhentos. Sem a participação popular, nada feito. Só no Brasil a maioria esmagadora da população se diz preocupada com a mudança climática. Mas o engajamento dos brasileiros, só, não basta. Por ser um bem universal, o clima precisa ser bem cuidado universalmente. Será difícil engajar os americanos nessa causa. Apenas 44% da população admitem estar preocupados com o aquecimento global. Às voltas com uma crise econômica e duas guerras sem fim, excessivamente bitolados pela "cultura do presente", do imediatismo, como convencê-los da necessidade de inverter pesados recursos para evitar flagelos agendados para daqui a 40 anos?

Sobretudo porque não contamos com organizações internacionais capazes de impor critérios ou compromissos a todos os países, como exigiria uma economia pública administrada em nível planetário, não será fácil coordenar ações eficazes para evitar que os termômetros subam, as geleiras derretam e as ilhas desapareçam. A luta contra a mudança climática, como bem notou o espanhol Ignacio Sotelo, pressupõe políticas públicas de caráter internacional que não se encaixam no tipo de economia por nós adotado. Ou seguimos com pequenas correções, rezando para que daqui a meio século a catástrofe ecológica anunciada não aconteça, ou nos esforçamos para adaptar o sistema econômico mundial aos novos desafios.

(Modificada do O Estado de SP, 07/12/2009).

Modelos do IPCC em Escala Regional

Ao utilizar uma técnica de redes neurais artificiais, um pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desenvolveu uma nova ferramenta de modelagem estatística que permite aplicar os modelos climáticos globais do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) em escalas regionais.

A redução de escala torna possível a construção de um modelo empírico de diagnóstico voltado para o estudo de possíveis mudanças no regime climático sobre a América do Sul.

O estudo, que foi capa da seção de ciências atmosféricas do boletim da União Geofísica Norte-Americana, é resultado da pesquisa de pós-doutorado de David Mendes, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Inpe. O trabalho também gerou um artigo feito em parceria com o orientador José Antonio Marengo, coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Mudanças Climáticas do Inpe e integrante do IPCC, publicado na revista Theoretical and Applied Climatology.

O novo método permite identificar relacionamentos não-lineares entre o clima local e a circulação em grande escala. “A principal conclusão foi que o processo de redução de escala dos modelos climáticos por meio do uso de RNA se mostrou ótima ferramenta para aprimorar a precisão dos modelos – tanto em análise climática como para previsão do tempo”, disse Mendes. Usando o método, o pesquisador avaliou cinco modelos do IPCC que simulavam o clima global entre 1976 e 2000. Segundo ele, a redução de escala dos modelos por meio de redes neurais mostrou resultados realistas – isto é, muito semelhantes aos dados observados empiricamente.

Mendes conta que modelos climáticos globais têm resoluções que variam de 300 quilômetros a 400 quilômetros e que, por isso, não são capazes de fazer uma boa representação do clima em uma região menor. Por isso, uma solução seria aplicar a rede neural artificial, que é uma técnica de inteligência artificial, para reduzir as escalas. Os modelos globais podem indicar, por exemplo, que a temperatura da Amazônia aumentará 5ºC em determinado cenário. Mas essa alteração climática não deverá ocorrer de forma homogênea em toda a imensa região amazônica.

O método proposto por Mendes possibilita refinar esses prognósticos. “Os métodos estatísticos melhoram sensivelmente a validação do modelo e sua exatidão, trazendo informações mais próximas do real”, disse. As chuvas convectivas, que duram de 40 a 50 minutos, também são efeitos locais que não podem ser captados pelos modelos globais. “O tempo e a escala de ocorrência desses fenômenos são pequenos, por isso os modelos globais não conseguem capta-los. É aí que entra o papel dos modelos regionais”, disse.

(Publicado pela Agência FAPESP, 09/12/2009).

Há Cem Anos Prevendo o Tempo Meteorológico

Criado em 1909, o INMET é a instituição oficial para monitoramento do tempo e do clima no país. No dia 18 de novembro de 2009 o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) completou 100 anos de atividades. Foi criado oficialmente através do decreto Nº 7.672, de 18/11/1909, com o nome de Diretoria de Meteorologia e Astronomia, dentro da estrutura do Ministério da Agricultura, Indústria e Commércio. O decreto foi assinado por Nilo Peçanha, então presidente do Brasil, e Antonio Cândido Rodrigues, então Ministro da Agricultura.

Leia a matéria completa publicada no Diário Riograndense em http://www.sbmet.org.br/userfiles/Pagina%20Central_DRG.pdf.

(Obtida do Boletim da SBMET, 09/12/2009).

Fundo Clima é Sancionado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou no dia 09/12, em Brasília, a Lei que cria o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. O fundo é o primeiro no mundo a utilizar recursos do lucro da atividade petroleira para ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Ele guardará entre RS 800 milhões e R$1 bilhão por ano, provenientes de 10% do lucro do petróleo. "O recurso vai ajudar regiões vulneráveis às mudanças climáticas, como o Nordeste, que vai ter pouca água e poderá perder um terço de sua economia até o final do século e as regiões litorâneas, que poderá sofrer de alagamentos", explicou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

O projeto de Lei de criação do fundo foi encaminhado ao Congresso Nacional, em julho de 2008, pelo próprio executivo. No início de 2010 será criada uma comissão para avaliar os projetos. O fundo será coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e gerido pelo BNDES.

(Informação conseguida do JC E-Mail/SBPC, 10/12/2009).



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