UNEMET EM FOCO

Ed. 84 - 20/06/2009

CIÊNCIA, ENERGIA E MEIO AMBIENTE

Submarino Nuclear Brasileiro pode Sair daqui a 12 anos

A Marinha do Brasil já encontrou o lugar ideal para a construção do complexo industrial naval de onde deve sair, em pelo menos 12 anos, o primeiro submarino nuclear brasileiro. Trata-se de uma área de 95 mil metros quadrados encravada na Ilha da Madeira, às margens da Baía de Sepetiba, litoral sul do Rio.

A Marinha negocia a cessão do terreno, próximo ao Porto de Itaguaí, com a Companhia Docas, atual proprietária, enquanto faz os últimos ajustes no projeto. Se forem obtidas as licenças ambientais, serão erguidos ali a nova base da Força de Submarinos da Marinha que atualmente fica em Niterói, e um estaleiro de grandes proporções, capaz de abrigar as dimensões da futura linha de produção da prioridade número um da Marinha. No caminho para desenvolver o casco do submarino nuclear, a Marinha vai construir quatro submarinos convencionais, de propulsão diesel-elétrica, do modelo francês Scorpène. Eles integram o pacote do acordo militar assinado entre Brasil e França no fim de 2008, durante a vista do presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao Brasil. Vão se juntar à atual frota nacional de cinco submarinos da classe Tupi, construídos com tecnologia alemã.

O convênio de transferência da tecnologia do Scorpène também contempla o financiamento de um grupo de instituições financeiras francesas para todo o projeto, cujo valor ainda não foi fechado. É o que falta para que a Marinha comece a executar o plano. "Atualmente estamos na fase de pré-planejamento, acompanhando as discussões contratuais", disse ao Estado o almirante de esquadra reformado José Alberto Accioly Fragelli, convocado em setembro pelo comandante da Marinha, Júlio de Moura Neto, para coordenar o Programa de Desenvolvimento do Submarino com Propulsão Nuclear.

Ex-chefe do Estado Maior da Armada, Fragelli negociou a compra do porta-aviões São Paulo da França, em 2000. Empolgado com a retomada da construção de submarinos brasileiros - o último, Tikuna, saiu do Arsenal de Marinha em 2006 - ele explica que a troca da plataforma alemã pela francesa é o passaporte para o casco do veículo nuclear.

Além de ter sensores e sonares mais modernos do que os Tupi, o Scorpène tem o formato arredondado inspirado no nuclear francês, o que favorece a operação a profundidades maiores. O que muda no caso do nuclear é o tamanho. Enquanto o convencional tem 6,3 metros de diâmetro e desloca 1,4 mil toneladas, o nuclear precisará de 9 metros para abrigar o reator nuclear e deslocar 6 mil toneladas. Por isso a Marinha decidiu construir um novo estaleiro, já que o do Arsenal de Marinha, na Baía de Guanabara, não pode abrigar a linha de montagem de um casco tão grande. Fragelli acredita que as formalidades do financiamento e as licenças ambientais serão definidas ainda este ano. Assim, o complexo naval e o primeiro Scorpène poderão começar a sair do papel no primeiro semestre do ano que vem. Dois anos depois, entra em construção simultânea o segundo. O terceiro e o quarto, iniciam os trabalhos com intervalo de um ano e meio. Mantido o cronograma, o primeiro sairá do estaleiro em 2015 e o último em 2021.

(Disponível na Agência Estado, 18/05/2009).

Olhos Gigantes para o Céu – A Nova Geração de Instrumentos para Observar o Universo

Astrônomo discorre sobre as novas tecnologias utilizadas na construção desses instrumentos, com destaque para os telescópios gigantes.

Bruno Vaz Castilho, do Laboratório Nacional de Astrofísica (Itajubá, MG), apresenta, na edição 259 da Ciência Hoje, um panorama sobre a evolução dos instrumentos de observação do universo, desde o telescópio utilizado pela primeira vez em 1609 por Galileu até os instrumentos astronômicos que estão sendo desenvolvidos atualmente.

Para ver a matéria completa acesse o site da Ciência Hoje, http://cienciahoje.uol.com.br/.

(Publicada pelo JC E-Mail/SBPC, 22/05/2009).

Estudo revela Riqueza Perdida dos Oceanos

Há apenas 200 anos, a Nova Zelândia era rodeada por milhares de baleias e a costa britânica estava infestada de tubarões, revela um estudo realizado sobre a riqueza perdida dos oceanos. Ao menos 100 cientistas, de todo o planeta, reunidos na organização Census of Marine Life, puderam estabelecer como eram os oceanos da Terra nos séculos passados. O trabalho, que utilizou dados geológicos, botânicos e relatos históricos, será apresentado de 26 a 28 de maio, em Vancouver, Canadá.

Há dois séculos, a fauna marinha era mais rica, os peixes maiores e os predadores mais numerosos. Na Europa, "a verdadeira revolução da pesca marinha teve início por volta de 1600, quando os barcos, em pares, começaram a lançar redes", explica o estudo. O tamanho dos peixes começou a diminuir na Europa na Idade Média, com o início da pesca coletiva.

A variedade da fauna marinha e o equilíbrio da cadeia alimentar foram modificados profundamente e hoje a população de predadores não representa mais que 15% do que era no início do século XIX. Há 100 anos, um bacalhau na peixaria media 1,5 metro, e hoje não passa dos 50 centímetros, porque são pescados cada vez mais jovens. No passado, na costa inglesa da Cornuália, bandos de baleias e orcas competiam com tubarões azuis. Na Nova Zelândia, havia entre 22 mil e 32 mil baleias no início do século XIX, mas em 1925 eram apenas dezenas. Hoje, cerca de mil baleias sobrevivem no sul da Nova Zelândia. Na região de Key West, no sul da Flórida, o peso médio de um peixe era de 20 quilos nos anos 1950, contra apenas 2,3 quilos hoje.

(Informação obtida do Portal Ambiente Brasil, 25/05/2009).

Satélite Europeu flagra Rotas da Poluição de Navios

Um mapa criado com imagens de satélite obtidas ao longo de sete anos flagrou um dos maiores poluidores ocultos do planeta: os milhares de navios que cruzam os oceanos, invisíveis da maioria das pessoas. Dois pesquisadores da empresa francesa CLS usaram imagens de radar feitas pelo satélite europeu de monitoramento do ambiente Envisat e produziram uma imagem da densidade das rotas de navios em torno da Europa.

A concentração de navios correspondeu perfeitamente aos pontos críticos de poluição sobre o continente por óxidos de nitrogênio, em geral também associados a áreas de intensa industrialização. Esses compostos lançados no ar, quando combinados com água, podem produzir chuva ácida. É a primeira vez que dados de detecção por satélite de navios por um período extenso são usados para criar uma visão global dos padrões de tráfego marítimo. O mapa foi feito por Vincent Kerbaol e Guillaume Hajduch. CLS é a sigla para Coleta Localização Satélites, nome da companhia subsidiária da agência espacial francesa CNES e do instituto de pesquisa oceanográfica Ifremer.

Eles usaram imagens feitas pelo instrumento conhecido como Asar, o radar de abertura sintética do satélite. Esse tipo de radar usa o movimento da sua plataforma -no caso, um satélite- para criar uma longa "antena" virtual e produzir imagens detalhadas. O Envisat é o maior satélite de sensoriamento remoto ambiental já lançado até agora.

Ironicamente, os navios são o meio de transporte mais eficiente em termos de uso de energia e capacidade de carga. Mas, para serem ainda mais econômicos, costumam usar combustíveis de pior qualidade que são grandes emissores de poluentes, como óxidos de enxofre e nitrogênio. O combustível de um navio cargueiro pode ter até 2.000 vezes mais enxofre do que o óleo diesel usado em automóveis na Europa. A poluição não afeta apenas peixes, pois a maior parte da emissão é feita perto da terra. Graças a isso, várias cidades portuárias sofrem mais com a poluição marítima do que com as emissões de seus próprios carros e indústrias.

O problema da poluição por navios no mundo começou a ser resolvido pela Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês), agência da ONU (Organização das Nações Unidas), com a definição no ano passado de padrões para melhoria do combustível naval. Até 2020, o nível de enxofre no combustível de navios deverá ser reduzido em 90%. Os EUA deram um passo adiante em março passado, quando sua Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês) propôs à organização marítima a criação de uma zona-tampão de 200 milhas náuticas em torno das costas do país na qual, começando em 2015, os navios teriam que usar combustíveis limpos.

Os navios teriam que usar combustíveis com um conteúdo de enxofre de no máximo 1.000 partes por milhão. Com isso, a emissão de particulado e óxidos de enxofre cairia em mais de 80%. E a proposta inclui também que novos navios teriam que cortar as emissões de óxidos de nitrogênio em 80%. Hoje há combustíveis navais com até 27.000 partes por milhão de enxofre. Já o diesel usado por carros nos EUA tem só 15 partes por milhão. Os navios também contribuem para o aquecimento global. Um relatório da ONU de 2008 mostrou que emissões de CO2 do setor são de 1,1 bilhão de toneladas -o que corresponde a 4,5% de todas as emissões provocadas pelas atividades humanas. Os navios emitem mais desse gás-estufa que a aviação civil -projeções indicam que a emissão anual dos aviões fica em torno dos 650 milhões de toneladas de CO2.

(Obtida da Folha de SP, 25/05/2009).

Monitoramento identifica Pressões sobre Recifes na Costa brasileira

O mundo perdeu 19% dos seus recifes de coral desde 1950 e outros 15% estão seriamente ameaçados de desaparecer ao longo das próximas duas décadas. Guardião dos únicos ambientes recifais do Oceano Atlântico Sul, o Brasil tem grande responsabilidade de proteção e uso sustentável dessas áreas. Há sete anos o país monitora o que acontece com os recifes da sua plataforma continental. As constatações são preocupantes: em muitos deles os corais padecem de doenças e infecções, sufocados por poluição e sedimentos. Em outros, a ameaça é a proliferação de espécies invasoras, como o coral Tubastrea.

Essas são algumas informações da edição de 2008 da "Status dos Recifes de Coral do Mundo", publicação bianual da Rede Mundial de Monitoramento de Recifes de Coral (GCRMN, na sigla em inglês), que reúne informações sobre a situação de 96 países. Este foi o primeiro ano que o Brasil mereceu um capítulo especial. A Secretaria de Biodiversidade e Florestas preparou um sumário em língua portuguesa da publicação, que foi lançada no último dia 22, durante a Semana da Mata Atlântica, realizada em São Paulo.

Com um dos maiores adensamentos populacionais costeiros do mundo, o Brasil coloca os seus recifes de coral - assim como os outros ecossistemas costeiros - sob forte pressão de uso. O Programa Nacional de Monitoramento de Recifes de Coral, coordenado pela Universidade Federal de Recife e apoiado pelo Ministério do Meio Ambiente, constatou que os bancos de coral localizados a menos de cinco quilômetros da costa, estão em pior estado, com menos corais saudáveis e mais algas do que os localizados em alto mar. Além da poluição por lançamento de esgotos, as águas marinhas também recebem os sedimentos lançados junto com as águas de rios cujas margens foram desmatadas.

A par dos impactos negativos, o monitoramento constatou também os benefícios proporcionados aos recifes de coral protegidos por unidades de conservação, especialmente pelas ações de combate à pesca predatória. A incidência de garoupas grandes, por exemplo, está praticamente restrita às 13 áreas de conservação estaduais, federais ou municipais, seja de proteção integral ou de uso sustentável. A ampliação de áreas protegidas no litoral brasileiro é uma meta do governo que, como signatário da Convenção sobre Diversidade Biológica e da Convenção Ramsar de Zonas Úmidas, assumiu o compromisso com a conservação dos recifes de corais e com a ampliação de áreas protegidas de acordo com as prioridades identificadas no Atlas de Recife de Coral nas Unidades de Conservação do Brasil.

(Extraída do Portal Ambiente Brasil, 26/05/2009).

EUA inauguram o Maior Laser do Mundo

Dois meses depois de ter sido certificado como seguro por autoridades federais americanas, o maior laser do mundo - na verdade, uma instalação composta por 192 feixes independentes, calibrados para atingir um mesmo alvo no mesmo instante - será oficialmente inaugurado nesta sexta-feira, 29. Em 2010, os raios gerados pelo laser da National Ignition Facilty (NIF, ou Instalação Nacional de Ignição) serão disparados de encontro a uma cápsula de hidrogênio, na esperança de produzir uma fusão atômica que, acreditam os responsáveis pelo projeto, liberará muito mais energia que a usada para ativar os raios.

A fusão nuclear é o modo de geração de energia que ocorre no interior das estrelas, incluindo o Sol, e nas bombas de termonucleares de hidrogênio. No caso do NIF, a fusão deverá ser gerada quando os raios laser aquecerem um invólucro de ouro, chamado hohlraum, que conterá a cápsula de hidrogênio. Aquecido, o invólucro então passará a emitir raios-X que banharão a cápsula, comprimindo o combustível até uma densidade de 20 vezes a do chumbo, gerando uma temperatura de 100 milhões de graus Celsius. Como resultado, os átomos de isótopos pesados de hidrogênio - deutério e trítio - fundem-se, produzindo hélio.

O hélio gerado, no entanto, tem massa inferior à do hidrogênio que o originou. A diferença é convertida em energia, que deverá ser de dez a 100 vezes maior que a consumida na ativação dos lasers. Todo o processo deve se consumar em 20 bilionésimos de segundo, e com margem mínima para erro: a fim de causar o colapso do hidrogênio, os lasers têm de atingir o hohlraum com simultaneidade quase absoluta, numa coordenação da ordem de trilionésimos de segundo. O NIF fica no Laboratório Nacional Lawrence Livermore, uma instalação de pesquisas científicas do governo dos Estados Unidos, localizada na Califórnia.

Além de tomar parte no experimento de fusão nuclear, os 192 lasers serão usados na realização de outros experimentos científicos, criando pressões e temperaturas que existem em estrelas, no núcleo de planetas gigantes e durante explosões nucleares. Parte do mandado definido para o NIF pelo Congresso americano inclui a realização de cálculos e experimentos para avaliar o estado do arsenal nuclear do país.

(Informação Obtida do Estadão Online, 27/05/2009).

Alunos do DF usam Sucata para Aprender Música e Preservação do Ambiente

Alunos de uma escola do Distrito Federal aprendem música com instrumentos feitos de sucata, como garrafas pet, bambu, brita e cabos de vassoura. Além de música, também é ensinada a preservação do meio ambiente.

Com esses materiais, estudantes de 5 a 15 anos, do Núcleo Rural Casa Grande, no Gama, formaram uma banda. E os alunos se tornaram multiplicadores e levam a lição para casa.

As crianças aprendem, na prática, que o que não é reciclado pode ser reaproveitado. Elas mesmas fabricam os instrumentos que vão tocar. E, nos ensaios, percebem que o som que sai da garrafa é bem parecido com o de uma bateria de verdade. “A idéia é trazer musica, diversão e, principalmente, conscientização em relação à poluição do meio ambiente. Acredito que, no futuro, a gente possa ter bateristas, guitarristas, baixistas, enfim, vários músicos”, diz o supervisor pedagógico Marcelo Capucci.

O “Projeto Percussucata” começou em 2007 e atualmente é realizado em várias escolas públicas do Distrito Federal. A intenção, agora, é ensaiar toda essa garotada para uma apresentação no desfile de 7 de Setembro.

(Divulgada pelo Portal Ambiente Brasil, 09/06/2009).

Brasil deixa de Gerar Receita de R$ 10 bilhões/ano com Reciclagem

O CEMPRE – Compromisso Empresarial para a Reciclagem – inaugurou no dia 9 de junho a exposição “Reciclagem – ontem, hoje e sempre” em Brasília, na Câmara dos Deputados. A mostra acontecerá durante toda a semana do Meio Ambiente, de 9 a 16/06, reunindo 30 painéis de fotos ilustrando os principais processos e agentes da reciclagem, desde seu início no Brasil até hoje.

A iniciativa tem o objetivo de chamar a atenção dos parlamentares para a importância da reciclagem inserida na Política Nacional de Resíduos Sólidos, projeto de lei que tramita no Congresso há quase 20 anos e que deverá voltar à pauta nos próximos dias, com o novo texto do relator, o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP). O Brasil consegue reciclar 12% do total das 150 mil toneladas de lixo geradas diariamente nas cidades e municípios, incluindo materiais orgânicos (restos de alimentos e poda de jardinagem), vidro, plástico, papel, borracha e metal. Os outros 88% do lixo ainda seguem para aterros ou lixões, levando junto um potencial de 10 bilhões de reais/ano.

Segundo André Vilhena, diretor executivo do Cempre, ong que trabalha para conscientizar a sociedade sobre a importância de reduzir, reutilizar e reciclar o lixo, a exposição vai chamar a atenção para a reciclagem como indústria de grande potencial econômico, e como solução para os impactos ambientais que o descarte irresponsável do lixo causa ao meio ambiente. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos é extremamente relevante para o estabelecimento das normas gerais da destinação do lixo urbano. Uma vez aprovada, ela pode ajudar na criação de um novo mercado, de ciclos produtivos mais eficientes, na geração de mais empregos, e até mesmo na melhoria das relações de comércio do Brasil com o exterior”, diz .

(Extraída do Portal Ambiente Brasil, 09/06/2009).



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